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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Depilação a laser díodo| A minha experiência (4 sessões)


Hoje falo-vos deste procedimento que iniciei há cerca de um ano. Sei que há por aí lasers para todos gostos e feitios, com preços e com um número mínimo de sessões muito discrepantes. Isso dependerá essencialmente do aparelho e da pessoa que faz o procedimento, mas desconfiem sempre de quem vos faz 20 sessões a 10€ cada uma...

Escolhi a depilação a laser por uma questão estética, mas também de saúde, e estou bastante satisfeita.

Querem saber mais sobre este método?


O que é?

O laser díodo tem inúmeras aplicações em estética, dependendo das características da radiação que é emitida pelo aparelho. No caso da fotodepilação, a radiação emitida é concentrada para o folículo do pêlo com o objetivo de o destruir.
Ao contrário da luz pulsada, em que o feixe luminoso é composto por radiação de vários comprimentos de onda, o laser díodo emite apenas no comprimento absorvido pela melanina do pêlo. Desta forma, consegue-se chegar melhor ao folículo e reduz-se o risco de queimaduras na pele.

Entre os laser Díodo e Alexandrite, a diferença está sobretudo no comprimento de onda emitido, que é de 800-810 nm para o primeiro (luz infravermelha) e 755 nm para o segundo (luz vermelha). Esta diferença traduz-se numa maior penetração na pele para o laser díodo, que o torna um pouco mais adequado para peles claras. O laser Alexandrite tende a ser também menos doloroso, mas em termos de eficácia da remoção do pêlo não parece haver grandes diferenças.

Como é feito?

A depilação pode ser feita com pomada anestésica, que deve ser aplicada pelo menos 1h antes do procedimento.

Também ainda antes da depilação, a zona deve ser depilada com lâmina para que os folículos estejam visíveis e desimpedidos. O pequeno pêlo que não foi arrancado e permanece no seu interior irá absorver a radiação, e conduzi-la-à até ao bolbo capilar, que dessa forma será destruído.

Chegada ao consultório, a zona a depilar é assinalada e no caso do díodo é aplicado um gel transparente que irá facilitar a condução da radiação. A partir desse momento a pele está pronta para ser depilada.

  • Pós depilação
No final, é natural que a pele fique bastante inflamada, e em algumas pessoas chega mesmo descamar. Deve então ser aplicada uma pomada cicatrizante sempre que a pele seja lavada, até que a inflamação desapareça.

Uma semana depois, é natural que apareçam alguns pêlos. Mas não se assustem! Não estão a crescer! Como o pêlo foi retirado com lâmina, fica sempre uma parte dentro de cada folículo, que depois é expulsa do seu interior. Estea pêlos não estão agarrados, e saem muito facilmente com um pequeno puxão ou até durante o banho.

Quem pode fazer?

Pessoas de pêlo escuro, e preferencialmente com pele clara para que não haja risco de despigmentação. Os pêlos loiros não absorvem a radiação, e por isso não podem ser depilados.

Quem tem pele mais escura, deverá avaliar o risco de despigmentação junto do profissional que realiza o procedimento.

Não há qualquer evidência ou suspeita que a radiação usada seja prejudicial para a saúde.

Também não há qualquer risco para o bebé ao fazer fotodepilação durante a gravidez ou
amamentação. Estamos a falar de radiação visível ou infravermelha, e que não penetra profundamente na pele. Mas tendo em conta que estes são períodos em que há uma maior tendência para o aparecimento de manchas, sobretudo no rosto, talvez seja mais sensato esperar algum tempo.


Quantas sessões são necessárias?

Depende da potência utilizada, da quantidade de pêlo, e da própria pessoa. No caso, foi-me dada uma previsão de 4 a 6 sessões, sendo que já realizei as 4.

Que zonas depilo?

Para já, só depilo a zona da virilha, e um pouco abaixo do umbigo.

Porque escolhi este método?

A depilação a laser díodo foi-me sugerida há alguns anos pela minha esteticista, que trabalha em parceria com uma técnica especializada. Quando fazia a depilação a cera, acabava por desenvolver várias foliculites na zona depilada, que não só não eram nada estéticas como acabavam por inflamar e formar cicatriz.


Uma vez que tenho um pêlo bastante grosso, escuro e pele muito clara, sou uma boca candidata para este procedimento.

A minha opinião
Laser díodo


Até agora fiz 4 sessões, mas uma vez que se trata de uma área com um grande número de folículos vou precisar de pelo menos uma 6.

O número de pêlos diminuiu visivelmente, para além de demorarem muito mais tempo a crescer do que na depilação a cera. Além disso os pêlos que nascem são também muito mais finos, e por isso não encravam tão facilmente. O meu principal objetivo foi cumprido: nunca mais tive foliculites nesta zona, e a pele que estava escura e com cicatriz aclarou visivelmente.

Confesso que a depilação a laser é bastante dolorosa para mim, embora seja uma dor tolerável. Ainda assim, conheço pessoas que a fazem sem qualquer problema, e por isso acaba por depender muito da sensibilidade de cada um...

Cuidados a ter
  • Antes
    • Procurar um profissional com formação, que avaliar se a pessoa em questão pode fazer a depilação a laser, que potência usar, e como atuar caso alguma coisa não corra bem
    • Evitar apanhar sol antes do procedimento, para não sensibilizar a pele
    • Não arrancar o pêlo pela raíz (pinça. cera) 1 mês antes da fotodepilação. Sem pêlo, a radiação não pode ser conduzida até ao bolbo capilar

  • Depois
    • Evitar apanhar sol nas 4 semanas que seguem a fotodepilação. Se não for possível, aplicar um protetor com SPF 50+, e reaplicar de 2 em 2h.

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