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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Pêlos encravados e foliculites| Prevenir e resolver

Ilustração de Nate Williams

Este problema tende a aparecer nas zonas do corpo que depilamos ou barbeamos com mais frequência, ou ainda naquelas em que a pele tende a ser mais seca.

Os pêlos podem encravar de duas maneiras diferentes:
  • Entrando no folículo vizinho (imagem abaixo à esquerda), o que é mais comum acontecer com a barba, na virilha e noutras zonas do corpo em que o pêlo tende a ser mais encaracolado.
  • Permanecendo dentro do próprio foliculo (imagem abaixo à direita), quando nascem encurvados ou o seu orifício se encontra obstruído. Nestes casos podem não ser capazes de atingir a superfície da pele, encravando e passando a crescer internamente
Isto pode resultar apenas numa ligeira protuberância à superfície, mas muitas vezes a obstrução do folículo pode estimular o crescimento de bactérias ou fungos no seu interior causando mesmo uma lesão inflamatória chamada foliculite.

Há várias maneiras de prevenir e resolver este problema em casa. No entanto, e sempre que a inflamação dure por muito tempo ou atinja um tamanho considerável deve consultar um médico ou enfermeiro que faça a remoção de forma segura, evitando infeções.

Prevenir
  • Esfoliar perodicamente
Quando a pele não se renova naturalmente, a esfoliação pode ser uma forma de acelerar esse processo e pode ser feita 1 ou 2 vezes por semana com esponjas, luvas ou produtos de limpeza esfoliantes.

Há muitos esfoliantes para o corpo no mercado, que na maioria dos casos removem as céluas mortas superficiais apenas por ação mecânica. No entanto, algumas marcas apostam já em esfoliantes que têm também ação química e contêm ácido salicílido ou derivados (salicilato de sódio, etc.). Estes produtos podem assim penetrar o folículo piloso destacando as células e outros resíduos que aí se encontrem e possam a dificultar a saída do pêlo.

Esfoliar a pele uns dias antes da depilação pode ajudar a eliminar e prevenir alguns pêlos encravados, mas não é aconselhado fazê-lo na véspera, já que a pele pode ficar mais sensibilizada.

  • Evitar roupa apertada
fricção entre a pele e a roupa dificulta a expulsão do pêlo e estimula o desenvolvimento da inflamação na pele.

  • Hidratar
É essencial a presença de uma quantidade adequada de água nas camadas superficiais da pele para que estas possam descamar, e que dessa forma a pele se possa renovar a um ritmo adequado. Quando isto não acontece, a pele torna-se mais espessa e o pêlo pode ter alguma dificuldade em perfurá-la.

Além disso, uma pele desidratada está mais vulnerável ao efeito da à fricção entre a roupa e a pele.

Assim, ao repor uma hidratação adequada estamos a mantê-la protegida e a contribuir para que as camadas superiores da pele se renovem a um ritmo adequado e mantenha uma espessura que o pêlo consiga penetrar.

A utilização de hidratantes contendo substâncias que estimulem a renovação da pele como o ácido glicólico ou a ureia pode dar uma ajuda adicional.

  • Ponderar a depilação com luz pulsada

Quando as foliculites são recorrentes podem mesmo desenvolver-se infeções ou cicatrizes pelo facto de remover o pêlo espremento o folículo ou com recurso a agulhas e pinças.

Nesse caso talvez seja interessante procurar um método de depilação que impeça que os pêlos voltem a crescer. Além disso, estas técnicas de depilação podem mesmo atenuar o escurecimento da pele que acontece depois da remoção forçada dos pêlos encravados.

  • Cortar o pêlo no sentido do crescimento
Isto é possível para quem remove os pêlos com lâmina, seja no rosto ou no corpo. É claro que se adotar esta técnica o corte nunca será tão rente, e a depilação durará menos tempo.

No entanto, e se o encravamento dos pêlos é muito frequente ou tende a infetar, isto poderá ser a única forma de diminuir o número de pêlos encravados sem recorrer à depilação com luz pulsada.


Remover

  • Esfoliar... ou não
Quando o pêlo já está encravado pode ser bom esfoliar no caso de:

  • Já se encontrar à superfície e estiver apenas a ocupar outro folículo 
  • Não haver inflamação da foliculite, ou seja, vermelhidão ou borbulha, com ou sem pus. 

No entanto, se a foliculite se desenvolver o melhor é mesmo não agravar a inflamação nem causar sofrimento com a fricção que a esfoliação promove.

  • Esperar que se resolva
Geralmente o pêlo pode conseguir abandonar o folículo sem que seja necessário removê-lo ao fim de uma ou duas semanas. Se continuar a manter a pele limpa e hidratada diariamente é provável que a situação se resolva sozinha.

  • Retirar o pêlo com segurança
Muitas vezes opta-se mesmo por retirar o pêlo. Embora haja os riscos de infeção e de formação de cicatrizes ou escurecimento da pele ferida pode querer mesmo fazê-lo, e nesse caso há alguns cuidados que podem ajudar a que o faça com alguma segurança:

    •  Retirar com agulha
Sempre que o pêlo entra no folículo vizinho ou é visível à superfície da pele é mais indicado retirá-lo com uma agulha bem desinfetada, para evitar a formação de cicatrizes. Isto pode fazer-se perfurando a pele à superfície e colocando a agulha por baixo do pêlo e puxando-o para si de seguida.
    • Espremer
Se tentar espremer é possível que se forme ferida, sangre, e forme até cicatrizMas muitas vezes o pêlo não é visível e esta é mesmo a única opção

O ideal será desinfetar a pele com álcool a 70º ou água e sabão e espremer com os dedos ou pinça também desinfetada com o mínimo de força possível para evitar que a pele fique ferida e possa formar cicatriz.



Em qualquer dos casos, sempre que seja necessário perfurarpele esta deve ser sempre desinfetada com água e sabão corrente, e no caso de se formar uma ferida deve ser protegida com um penso até cicatrizar. Quando a crosta se formar, a ferida cicatrizará melhor ao ar livre, podendo ser aplicado um creme ou pomada de ação cicatrizante (óxido de zinco) ou um qualquer creme hidratante.

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