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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Acne pt.1| Como se desenvolve?



Ao contrário do que tem sido hábito, decidi começar esta série de publicações com uma explicação muito rápida acerca de como se formam as diferentes lesões acneicas.

Como já devem ter reparado, a acne afeta à volta de 80% dos adolescentes entre os 10 e os 14 anos, e por norma resolve-se a partir dos 20 ou 25 anos. Ainda assim, é comum que algumas pessoas continuem a sofrer deste problema na idade adulta.

E embora seja considerada uma doença de pele sabe-se que a acne pode também afetar seriamente a auto-estima e saúde psicológica.

Como se forma?

De uma forma geral (e muito simplificada), o aparecimento de borbulhas e pontos negros, entre outras lesões mais ou menos graves, segue a sequência seguinte:

1.
Sobreprodução de sebo e hiperqueratose

A acne inicia-se com uma elevada produção de sebo pelas glândulas sebáceas, que é uma secreção gordurosa e existe em maior abundância no rosto mas também na parte superior do tronco (peito e costas).

Por outro lado, esta produção excessiva de sebo é um dos fatores que dificultam descamação das células das camadas inferiores da epiderme, os queratinócitos. Estas células, que também se multiplicam em maior número nas pessoas que sofrem de acne, tornam-se mais coesas e podem também acumular-se junto da abertura do folículo.

2.
Comedogénese


Quando se soma uma quantidade excessiva de sebo no interior dos folículos pilossebáceo à acumulação de queratinócitos dá-se a obstrução desses folículos, resultando daí a formação de microcomedões (invisíveis a olho nu, muito pequenos), e comedões.

Os comedões abertos ou pontos negros resultam da oxidação do material aprisionado no folículo quando este está exposto ao ar, enquanto que nos comedões fechados ou pontos brancos o folículo está completamente encerrado.

3.
Acnegénese


Quando o folículo pilossebáceo se encontra obstruído pelo excesso de queratinócitos e de gordura estão reunidas as condições para que as bactérias Propionibacterium acnes e eventualmente outros microorganismos que fazem parte da flora normal da nossa pele se multipliquem em grande escala no seu interior. Isto acontece porque estes microorganismos se alimentam da gordura que constitui o sebo, e preferem ambientes pouco arejados como aquele que se cria no interior dos comedões e microcomedões.

Acontece que quando estas bactérias crescem libertam algumas substâncias para o seio do folículo, que por sua vez são reconhecidas pelo sistema imunitário. Neste contexto, pode dar-se uma reação inflamatória que resultará na formação de:

Adaptado de Keradigm
  • Pápulas (a), borbulhas sem pus;
  • Pústulas (b), borbulhas com pus; 
  • Nódulos (c), lesões equivalentes mas maiores do que as pápulas e pústulas;
  • Quistos (d), ainda maiores do que os nódulos, podendo formar cicatriz.

Isto vai depender da sensibilidade entre outras características da pele e do organismo de cada pessoa.


Cosméticos

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